Dor no púbis? Não subestime!

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A pubalgia é um quadro que gera dor na virilha e na região central do osso púbis e é conhecida também por nomes como osteíte púbica, pubeíte, hérnia do esporte e outros. A doença afeta os tendões do músculo reto abdominal e adutores e a articulação da sínfise púbica, que se localiza na parte da frente da bacia.

 

É como se o osso púbis fosse um cabo de guerra: a pubalgia acontece quando um dos lados (abdominal ou adutores) “puxa” mais forte que o outro. E isso desencadeia um processo inflamatório na articulação da sínfise púbica. Normalmente os músculos adutores “ganham o cabo de guerra”, que também acaba por inflamar os adutores.

Causada, principalmente, por sobrecarga de exercícios e considerada uma doença progressiva e crônica, que causa inflamação óssea, na cartilagem, ligamentos e tendões, a pubalgia foi descrita inicialmente em um atleta de Esgrima, mas se popularizou em 1983, quando foi diagnosticada pela primeira vez em um jogador de futebol. Desde então, ela vem ganhando mais apelo dentro do esporte e está cada vez mais frequente em atletas recreacionais.

O padrão da dor é em queimação, que irradia para a região medial das coxas, é contínua e piora após atividade física. Pode, inclusive, interferir na performance sexual. Além da dor, outra característica da doença é a incapacidade para a prática esportiva.

 

O tratamento da pubalgia pode incluir repouso, uso de medicamentos anti-inflamatórios e restauração do equilíbrio muscular da região por meio de fisioterapia. Para que a paciente adquira esse reequilíbrio, é fundamental que os músculos abdominais sejam treinados para permanecerem contraídos durante toda atividade física para que haja uma pequena contração basal que estabilize o corpo durante os movimentos.

O tratamento fisioterápico é, por muitas vezes, longo, mas com bons resultados.

Nos casos em que não há melhora com medicação e fisioterapia, a intervenção cirúrgica pode ser indicada pelo médico. Nela, os tendões dos músculos reto abdominal e adutores serão parcialmente liberados, a fim de enfraquecê-los, para que haja alívio da dor.

Outro ponto importante que vale ressaltar é que associado a questão abdominal, os músculos adutores podem estar puxando o osso púbis com excesso de força em função da ausência de atividades adequadas à musculatura extensora do quadril. É uma compensação do próprio corpo que sobrecarrega uma parte quando outra não está funcionando direito.

 

A pubalgia pode ser um quadro muito complexo, que se deixada de lado, e tratada de forma tardia, pode diminuir o rendimento na prática esportiva e nas atividades cotidianas. Por isso, é importante que ao menor sinal de dor você procure um médico ortopedista. Conte com nossos especialistas Dr. Eduardo Franciscon e Dr. Gustavo A. C. Guerreiro.

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