Osteoporose e sua importância

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…”Tratar a OSTEOPOROSE em qualquer momento reduz a mortalidade em 10-20%”…

-Boiland et al. Effect of Osteoporosis Treatment on Mortality

Estatísticas da OMS e IOF – InternationalOsteoporosis Foundation

Escolhemos o tema devido a suas estatísticas estarrecedoras: doença silenciosa com uma abrangência cada vez maior entre os idosos; impacto econômico mundialmente reconhecido; alto índice de morbidade; aumento do número de idosos com a maior expectativa de vida e o mais importante, pode ser PREVENIDA quando tratada!

É uma doença na qual a densidade e qualidade óssea estão reduzidas, o osso se torna mais poroso e frágil, aumentando o risco de fraturas. A perda óssea é progressiva e silenciosa sendo com frequência a primeira fratura o sintoma inicial.

É uma doença com predileção pelo sexo feminino, relacionada à disfunção hormonal nas mulheres pós menopausa mas também acomete o sexo masculino.

Os ossos mais acometidos por fratura são:

  • Quadril;
  • Coluna vertebral;
  • Punho;
  • Úmero proximal.

A doença é dividida basicamente em 3 tipos:

  • Tipo 1 ou pós-menopausa: ocorre nas mulheres pela perda da ação hormonal (estrogênio) , geralmente atingindo mais o osso trabecular;
  • Tipo 2 ou senil: atinge ambos sexos, por volta dos 70 anos e atinge tanto o osso trabecular quanto o cortical;
  • Tipo 3 ou secundária: surge em indivíduos que usam certas medicações como glucocorticoides ou antirretrovirais, distúrbios de absorção gastrointestinal, doenças autoimunes como a artrite reumatoide, doenças endócrinas, imobilização prolongada como ocorre em doentes acamados.

O papel principal do médico é diagnosticar, frente aos principais fatores de riscos e PREVENIR, para evitar os índices alarmantes de fraturas em idosos que culminam numa taxa de mortalidade extremamente alta.

Segundo a IOF – InternationalOsteoporosisFoudation 1 em cada 3 mulheres acima de 50 anos apresentará uma fratura por osteoporose durante a vida, e 1 em cada 3 homens!

Conforme estatísticas mundiais, aproximadamente 28% das mulheres e 37% dos homens com fratura de fêmur proximal decorrentes da osteoporose morrerão em 1 ano!

…” Após a primeira fratura por OSTEOPOROSE o risco de recorrência, ou seja, da segunda fratura é de 50%”…

Dentre as medidas preventivas que desde jovem podemos implantar, estão: exercícios regulares, adequada ingesta alimentar (alimentos ricos em cálcio), exposição saudável ao sol (Vitamina D), exercícios regulares, não fumar, entre outras.

O exame de escolha para o diagnóstico é a DMO – Densitometria Mineral Óssea e deve ser realizado em adultos >=65 anos ou com critérios, tais como:

  • Baixo Peso (Índice de Massa Corporal< 18,5 kg/m²);
  • Mulheres menopausadas> 50 anos;
  • Fratura Prévia (por fragilidade);
  • Medicações que aumentam o risco de osteoporose (glicocorticoides de uso crônico);
  • Histórico familiar de fraturas por fragilidade (quadril);
  • Doenças que aumentam o risco de osteoporose (Diabetes, Artrite Reumatoide);
  • Monitorar osteoporose já diagnosticada.

Monitorar tratamento

Uma vez realizado o exame (DMO) e feito o diagnóstico, tanto da Osteopenia (estágio pré osteoporose) como da Osteoporose em si, estratificamos e individualizamos o tratamento que vai desde de orientações à medicamentos para manutenção e até implemento da qualidade óssea. Com o tratamento adequado visamos EVITAR fraturas e suas complicações, preservando a qualidade de vida e óssea da população idosa, além de diminuir estatísticas que nos embasam de que a OSTEOPOROSE é problema de Saúde Pública, pela prevalência e custos decorrentes de suas complicações.

Recentemente os doutores Gustavo A. C. Guerreiro e Marcio P. Telesca estiveram no CBOOM – Congresso Brasileiro Ortopédico de Osteometabolismo onde apresentaram Projeto afiliado a IOF – International. Osteoporosis Foundation para o tratamento da doença nos pacientes deste Município de Chapecó.

Em breve esperamos poder iniciar os trabalhos para avaliação e monitoramento dos pacientes de Chapecó e do Oeste do Estado.

Conteúdo escrito para a Revista Saúde pelo Dr. Márcio Telesca e pelo Dr. Gustavo Guerreiro.

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